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Domingo, Setembro 25, 2005
Preto, Branco, Vermelho, Amarelo e Laranja
-ou Azul e Amarelo como preferir-
A luz que fez naquela noite
Ou na próxima
É como o carinho de uma pétala
O que culmina
Um sonho bom
Fazendo que o sopro
Acabe com tudo aquilo
O calor do seu abraço
Solto de vaidades
Sentimentos intensos...
Sentir mais uma vez
O seu toque
E quem acreditará em mim?
E quem acredita em nós?
Eu digo, eu sinto...
Em coisas simples...
E nessa nossa dança
Abraços, sorrisos
O tempo se vai
É pra ti, é pra ti morena!
Ah...
Em uma ilha com palmeiras
Gaivotas ao longe
O violeiro canta:
E a lua, minha amante lua
Na tua ausência reflete teu olhar
Meu coração aquece
Chegando assim
A prata da bala
Que brilha aos meu olhos
É tão certeira quanto os brilhos
Daquela noite
E naquela festa tão formosa
Lentamente entramos em sincronia
Fazendo os fogos de artifícios
Parecerem estourar de bolhas de sabão
Pegar tudo aquilo
Sentir tudo aquilo
Parece mentira
Um algodão doce
Suave
E desmanchando de tal forma
Até solidificar-se fisicamente
E nesta troca devidamente precavida
Se torna neste quê
Subindo todas as montanhas do meu pensamento
Navegando todos estes mares desconexos
Explosão, explosão conjunta
Esta seria uma boa metáfora
De tudo isto que pediu
Pra te descrever
Te descrever meu amor
Que é abstrato
Acredita no que não vê?
Eu acredito no que sinto
E assim tudo o que parece tão certo mais uma vez
É desmentido por todos estes sentimentos selvagens
Que brotam de maneira tão espontânea
Despertados deste sono
E cobertos por um manto cristalino
De paz
Escrito por: Deborah da Costa de Sá
Compilado porDEBORAH C. SÁ
11:46 PM
Sexta-feira, Setembro 02, 2005
Esperanças Satirizadas Toda Hora Erradicando o Riso
A tua desesperança no mundo é tamanha
Que não vê mais ninguém ao seu redor
Só se dará conta que é realmente sozinho
Quando o for
O não amar com medo de se machucar
Fingir ser forte todos o fazemos
Mas rocha ninguém é
Não me ouve
Como não ouve ninguém
Gosta de aprender pelos próprios erros
tenho de aprender
A não me machucar com sua estupidez
Afinal, os anos passam e sempre estará dentro de mim
Embora eu me sinta muitas vezes
Que só diz me amar para conseguir sabe-se lá o que
Já que não depende de mim
Ou ninguém
Porque acha que nasceu para estar só
Seu coração não é de pedra
Não é não
Só precisa admitir que ama
É estranho...
Escrito por: Deborah da Costa de Sá
Compilado porDEBORAH C. SÁ
5:25 PM
Isto foi quase nada perto de tudo que eu senti
Meu fabuloso destino...
Tão belo quanto um campo após a chuva de orvalho
Mais singelo do que o olhar inacabado
A mais pura tradução do afeto
O riso embaraçado
Que se solta através da força
Da brisa no rosto
Quente, forte e apaixonado
Ao ritmo desta valsa que parece uma polca
Tudo daquele jeito
De quem está sendo amado sabe
Tempo?
Espaço?
Tudo se esvai de tal maneira
Que mal me importo...
Porque o entregar de si mesma
Traz este misto
De solidão contemplada
E de sofrimento inesgotável
Quem se basta?
Não há nada de negativo nisto
Continua assim
O solfejo da alma
Que quase se esquece da beleza da vida
Lá vai a tola...a mais sábia das tolas...
Escrito por: Deborah da Costa de Sá
Compilado porDEBORAH C. SÁ
5:24 PM
Acho que está acontecendo
É muito fácil
Tão sutil
Suave instante breve
O tempo passa tão rápido meu amor
Com pressa ele corre de nós!
Mas como é bom!
Sinto-me em um balanço
Com um vestido leve
Descalça...
Só a brisa, só a brisa
De seus afagos!
Oh! Doce amor
Fico tão feliz
Que meu peito
Põe-se a cantar
E sorrir tanto
Tanto, tanto...
Intenso amor!
Em chamas gélidas
De tufão e dentes de leão!
Girassóis sorridentes
Tulipas gentis
Rodeiam meu corpo
Cirandam e me fazem voar
Porque estar ao seu lado
Me faz sorrir
Tua ausência me comove
Está aqui, não do meu lado
Mas dentro de mim
Na minha mente...
Amor, Amor, Amor
Solidão foi-se embora
Momentos únicos
Na minha memória
Enamorar-te
Pode ser que seja mais
Mas as cores
Ah...estas cores!
Violetas e escarlates
Coração tranquilo
Que pulsa aceleradamente
Quando te vejo
E tudo que escrevo
Relacionado a nosso amor
Soa familiar
Pois já sentiram isto por alguém
E sentiram todas estas doces sensações
E a dor dos nossos "Até breve"
Porque o amor é simples
Porque adoramos complicar
Nos reconciliamos
Com ternura
Nos fortalecemos
Um no outro
Mãos dadas em nosso entardecer
Beijos nevados nas estrelas
E tapetes voadores em nossos entrelaços
Escrito por: Deborah da Costa de Sá
Compilado porDEBORAH C. SÁ
5:22 PM
Simples
O que aflinge meu peito
Neste cano tão escuro e estreito
Onde detritos de meu passado
Nauseiam meu coração
Desnorteado
Falta-me o ar
As paredes me comprimem de tal forma
O medo se apondera louco
Sem nenhuma norma
Cega meus sentidos
Acabou o abalo
Tampa meus ouvidos
A vida
Findou-se
Rendo-me
Fecho os olhos
A razão acabou-se
O cano racha nas laterais
Abre-se como uma caixa
E estou em um cais
Sobre cada um de meus ombros
Há um querubim
Não existe em mim assombro
Em meus pés há dois cupidos
Que fazem cócegas
Sorrio melancolicamente
Quanto surge em minha frente
Um anjo divinal
Se aproxima
Seja bem vinda!
Caio, desesperadamente
Grito
Vejo-me em uma enorme pluma
Rodeada de doce espuma
O anjo está na água e me chama
Estende sua mão
De luz no azul
Do chão
Me aproximo da luz
Ele me conduz
Sou transladada
Em carruagem de cetim
Cavalos de Veludo
- Não sou deste mundo
Cheiro de hortelã e sândalo
Som de lira
- Aqui não há pântano
Sinos ao vento
Harpejam os crepúsculos
Pacificam-se todos meus músculos
E festejam as auroras
Perante a felicidade
Em que me encontro agora.
Escrito por: Deborah da Costa de Sá
Compilado porDEBORAH C. SÁ
5:21 PM

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